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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Bebês podem comer de tudo?

Bebês podem comer de tudo?

Não.

Não é a primeira vez que sou questionada sobre o que pode ser dado a bebês a partir dos seis meses de vida (época em que são introduzidas papinhas e outros alimentos, além do leite materno). Uma criança que está no início de sua adaptação a alimentação não pode duas coisas: a primeira, abandonar totalmente o leite materno (a indicação é que ele seja mantido em conjunto com a introdução de outros alimentos até, pelo menos, um ano) e, a segunda, sair comendo o que a mãe vê pela frente.
Vamos aproveitar para falar aqui de algumas coisas que você deve evitar no pratinho do seu filho até ele chegar aos dois anos de idade.

Açúcar
acucar
Esta é a melhor fase para ensinar seu filho sobre os verdadeiros sabores dos alimentos, especialmente das frutas e sucos. Evite adoçar qualquer coisa que for servir a um bebê, primeiro porque o açúcar puro (especialmente o refinado) não acrescenta nada em valores nutricionais para o seu filho – ele é simplesmente uma caloria vazia; segundo porque, quanto mais tempo seu filho ficar sem ingerir este produto, menor costume ele terá para adoçar sucos e outros alimentos no futuro – diminuindo significativamente risco de desenvolver diabetes e obesidade; terceiro que o açúcar, além de tudo, é relacionado ao aumento de incidência de cárie dentária.


Refrigerantes e sucos de caixinha
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Pelos mesmos motivos do açúcar, os refrigerantes e os sucos de caixinha não tem valor nutricional relativamente importante para a criança: são ricos em açúcar livre (e em alguns casos, adoçante) e contém alto teor de conservantes e sódio em sua composição. Se eles não são necessários, melhor evitar, correto?


Mel
mel
A restrição do mel para crianças (e até gestantes) não é por ser um alimento formado por açúcar, e sim por uma questão de segurança alimentar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda não oferecer este alimento para bebês e gestantes por causa do risco de contaminação com Clostridium Botulinum, que é a bactérica causadora do botulismo, doença que causa paralisia dos músculos e até morte. Como até pelo menos seis meses a criança ainda está desenvolvendo seu sistema imune, e a sua flora intestinal, o seu consumo não é recomendado, porque o bebê não conseguira combater esta infecção.


Produtos industrializados
produto_industrializado
A alimentação do bebê deve ser a mais natural possível até quando for possível. Não há idade certa para iniciar a introdução de alimentos industrializados na sua rotina, mesmo porquê, alimentar-se naturalmente é recomendável em qualquer fase da vida. Produtos industrializados costumam ter maior teor de sódio, açúcar, corantes e conservantes, que são dispensáveis na inicialização do bebê a alimentação.


Adoçante
adoçante
Gosto de dizer que o adoçante não é um ingrediente para receitas, e sim um remédio para quem não pode consumir açúcar livre – ou seja, indivíduos com diabetes. Mesmo que seu bebê venha a desenvolver diabetes do tipo I (ou insulino-dependente) ao longo da vida, não há necessidade de “medicá-lo” desde cedo com este produto: se já sugerimos não adoçar os alimentos da criança com açúcar, porquê o faríamos com adoçante? Apesar de vários estudos científicos provarem que o consumo deste produto industrializado não é maléfico para a saúde, não há, na minha concepção, tempo suficiente de consumo de adoçante pela população humana para a produção de estudos que mostrem a real consequência do seu consumo a longo prazo. Melhor evitar do que remediar.


Leite de vaca
leite
O bebê vive de leite sim, mas de leite humano, não leite de vaca. Este alimento deve ser evitado porque as proteínas do leite de vaca são de absorção mais complexa do que as do leite humano (tanto é que até alguns adultos tem intolerância a ela), podendo lesar a mucosa do intestino da criança, interferindo na absorção de todos os outros nutrientes provenientes de outros alimentos. Se seu filho não tolera o leite humano, a segunda opção deve ser as fórmulas infantis industrializadas, vendidas por marcas como Danone, Nestlé e Mead Johnson  – elas são formuladas para serem semelhantes ao leite materno.


Peixes e frutos do mar (especialmente crus)
peixes
Apesar de extremamente importantes para a alimentação humana (por seu valor nutricional), estes alimentos são um risco para a saúde do seu bebê. Como a criança ainda está formando seu sistema imune não é possível identificar se ela terá algum tipo de alergia a estes alimentos, visto que muitos deles apresentam compostos alergênicos, mesmo depois de preparados. Estes alimentos crus também trazem maior risco de contaminação e infecção para seu filho. Evite.

Café e chocolate
café_chocolate
Dois dos alimentos considerados estimulantes por especialistas em nutrição, o café e o chocolate (este segundo, além de ser formulado com leite e açúcar, que já não são recomendados para bebês) podem deixar a criança agitada e prejudicar seu sono durante o dia e a noite. Simplesmente não há necessidade de servir estes alimentos para seu bebê: ele não precisa ficar acordado o tempo todo, e ele não sentirá falta de chocolate como sentimos.
-
Estes são só alguns dos alimentos que devem ser evitados na primeira fase de vida de seu bebê. O ideal é que, com a manutenção dos hábitos bons alimentares, alguns deles não precisem ser adicionados a rotina do seu filho por um bom tempo (como açúcares, refrigerantes, alimentos industrializados). Outros, como o leite, peixes e frutos do mar, devem ser testados, preferencialmente, após os dois anos de idade, para evitar maiores problemas.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Fórmulas para cálculo das necessidades calóricas de Gestantes

 

1. Recomendação da RDA 1989 (NCR, 1989):

1º Trimestre


 • Peso pré-gestacional
GET = TMB X FA
A partir do 2º Trimestre
GET (pré-gestacional) + 300Kcal

 Fórmulas para o cálculo da TMB: 
  • 10 A 18 anos = 12,7 X P + 746
  • 18 a 30 anos = 14,7 X P + 496
  • 30 a 60 anos = 8,7 X P + 829
Fator atividade:

 Leve – 1,56 Moderada – 1,64 Intenso – 1,82

Adicional energético:
300 Kcal (a parti do 2 º semestre)
Método Individualizado (1 Kg = 6400 Kcal)

2. TMB pelo método prático

  VET= Peso ideal pré-gestacional x valor recomendado + 300 (a parti do 2º trimestre).

Obs: Se estiver no 1º trimestre, não há necessidade de calcular o adicional energético, o valor energético diário é o mesmo do período pré- gestacional.

VET= Peso ideal gestacional x valor recomendado (Utilizado quando não tem o PPG)

  Valor recomendado:
 Kcal = PG ideal X 36 Kcal (adultos)
 Kcal = PG ideal X 40 – 50 Kcal (Gestante baixo peso e adolescentes)
 Kcal = PG ideal X 30 Kcal (Obesidade + fator de risco)

  3. Recomendação energética segundo as novas DRI ( IOM 2002/2005):

 Adolescentes (14 a 18 anos) e Mulheres (> 18 anos)
 EER gestação = EER pré-gestacional + adicional 1 + adicional 2

 Onde:

 EER: Requerimento Energético Estimado

 Adicional 1: Adicional de energia para o gasto durante a gestação
 Adicional 2: Energia necessária para depósitos

1º Trimestre
EER gestação = EER pré-gestacional + 0 + 0

2º e 3º Trimestres
EER gestação = EER pré-gestacional + (8Kcal x IG em semanas) + 180Kcal

 Como calcular EER pré-gestacional?

Adolescentes
 EER = 135,3 – (30,8 x idade) + PA x [(10,0 x peso) + (934 x estatura)] + 25Kcal

PA é o coeficiente de atividade física, onde:
PA = 1,0 se sedentária
PA = 1,12 se pouco ativa
PA = 1,27 se ativa
PA = 1,45 se muito ativa

Mulheres
EER = 354 – (6,91 x idade) + PA x [(9,36 x peso) + (726 x estatura)]

 PA é o coeficiente de atividade física, onde:
PA = 1,0 se sedentária
PA = 1,12 se pouco ativa
PA = 1,27 se ativa
PA = 1,45 se muito ativa

terça-feira, 12 de junho de 2012

HIV X Aleitamento materno


A síndrome da imunodeficiência adquirida é o conjunto de sintomas e infecções em seres humanos resultantes do dano específico do sistema imunológico ocasionado pelo vírus da imunodeficiência humana.
A infecção por HIV é por via sexual, intravenosa ou mãe-filho, sendo essa última muitas vezes transmitida através do aleitamento materno.
Pesquisa recente realizada no Haiti, evidencia que o transmissão do vírus através do aleitamento materno significante, assim como em demais áreas desenvolvidas ou em desenvolvimento. Sendo assim, um programa de prevenção de transmissão do vírus de mãe para filho foi realizado e os resultados indicaram que as informações fornecidas sobre métodos de amamentação, evitando o aleitamento materno, são eficazes para a prevenção, diminuindo assim as taxas de infecção por HIV de mãe para filho.
Outro estudo, desenvolvido nos Estados Unidos, prioriza a implementação de testes de HIV em gestantes, como parte de programa de prevenção da transmissão do vírus, além das orientações para evitar o aleitamento materno em casos positivos, diminuindo o risco de contaminação para a criança.
A orientação em suspender o aleitamento materno é realizada em diversos países desenvolvidos. Porém, nos países em desenvolvimento, o fato de não fornecer o leite materno, está relacionado ao aumento da morbidade e mortalidade infantil, uma vez que há falta de recursos de saneamento básico e á fórmulas infantis.
Sendo assim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a decisão em relação á forma de aleitamento, deve ser uma decisão individual, levando em conta aas condições existentes e os riscos envolvidos.
Fontes:
A síndrome da imunodeficiência adquirida é o conjunto de sintomas e infecções em seres humanos resultantes do dano específico do sistema imunológico ocasionado pelo vírus da imunodeficiência humana.
A infecção por HIV é por via sexual, intravenosa ou mãe-filho, sendo essa última muitas vezes transmitida através do aleitamento materno.
Pesquisa recente realizada no Haiti, evidencia que o transmissão do vírus através do aleitamento materno significante, assim como em demais áreas desenvolvidas ou em desenvolvimento. Sendo assim, um programa de prevenção de transmissão do vírus de mãe para filho foi realizado e os resultados indicaram que as informações fornecidas sobre métodos de amamentação, evitando o aleitamento materno, são eficazes para a prevenção, diminuindo assim as taxas de infecção por HIV de mãe para filho.
Outro estudo, desenvolvido nos Estados Unidos, prioriza a implementação de testes de HIV em gestantes, como parte de programa de prevenção da transmissão do vírus, além das orientações para evitar o aleitamento materno em casos positivos, diminuindo o risco de contaminação para a criança.
A orientação em suspender o aleitamento materno é realizada em diversos países desenvolvidos. Porém, nos países em desenvolvimento, o fato de não fornecer o leite materno, está relacionado ao aumento da morbidade e mortalidade infantil, uma vez que há falta de recursos de saneamento básico e á fórmulas infantis.
Sendo assim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a decisão em relação á forma de aleitamento, deve ser uma decisão individual, levando em conta aas condições existentes e os riscos envolvidos.

Suplementos na gestação


Durante a gestação, as necessidades nutricionais, de forma geral, estão aumentadas, sendo necessário seu aporte ideal para que ocorra o crescimento e desenvolvimento normais do bebê, além de garantir o estado nutricional da gestante.
Sendo assim, há uma área de intensa pesquisa, a qual aborda formas de garantir o estado nutricional da gestante através de suplementação, como pesquisa recente a qual relata que estudo anterior realizado no Nepal, mostrou que a suplementação com vitamina A ou seu precursor (betacaroteno), em mulheres de idade reprodutiva, resultou na redução de 44%da mortalidade durante a gestação.
Porém a pesquisa ainda aborda a aplicação desta suplementação em outras localidades, não resultando em benefícios comprovados para a população em estudo.
Pesquisa na mesma área avaliou a influência do óleo de peixe ou suplementação de folato durante a gravidez. O estudo foi baseado no hipótese de que a suplementação materna com tais nutrientes poderia melhorar o desenvolvimento neurológico infantil, sendo abordado o fato de que esta conduta pode causar um aumento adicional de estresse oxidativo. Dentre os resultados, pode-se destacar que a suplementação de óleo de peixe durante a segunda metade da gestação não parece diminuir a capacidade antioxidante.
De acordo com os dados abordados, percebe-se que as pesquisas de suplementação em gestantes devem ser realizadas com cautela, para que seja possível garantir os benefícios da suplementação. Sendo assim, são necessárias mais pesquisas para que as recomendações de suplementação sejam realizadas com segurança.
Fonte: Nutrição em pauta
Durante a gestação, as necessidades nutricionais, de forma geral, estão aumentadas, sendo necessário seu aporte ideal para que ocorra o crescimento e desenvolvimento normais do bebê, além de garantir o estado nutricional da gestante.
Sendo assim, há uma área de intensa pesquisa, a qual aborda formas de garantir o estado nutricional da gestante através de suplementação, como pesquisa recente a qual relata que estudo anterior realizado no Nepal, mostrou que a suplementação com vitamina A ou seu precursor (betacaroteno), em mulheres de idade reprodutiva, resultou na redução de 44%da mortalidade durante a gestação.
Porém a pesquisa ainda aborda a aplicação desta suplementação em outras localidades, não resultando em benefícios comprovados para a população em estudo.
Pesquisa na mesma área avaliou a influência do óleo de peixe ou suplementação de folato durante a gravidez. O estudo foi baseado no hipótese de que a suplementação materna com tais nutrientes poderia melhorar o desenvolvimento neurológico infantil, sendo abordado o fato de que esta conduta pode causar um aumento adicional de estresse oxidativo. Dentre os resultados, pode-se destacar que a suplementação de óleo de peixe durante a segunda metade da gestação não parece diminuir a capacidade antioxidante.
De acordo com os dados abordados, percebe-se que as pesquisas de suplementação em gestantes devem ser realizadas com cautela, para que seja possível garantir os benefícios da suplementação. Sendo assim, são necessárias mais pesquisas para que as recomendações de suplementação sejam realizadas com segurança.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

dieta durante a gravidez pode prejudicar o bebê e você também!!!

Dependendo do tipo de regime, você pode ficar com deficiência de ferro, de ácido fólico e de outras vitaminas e sais minerais importantes. 

Lembre-se de que engordar faz parte da gravidez. Comer bem e na quantidade certa é especialmente importante para grávidas de menos de 20 anos.

Mulheres que comem bem e que engordam o recomendável têm mais probabilidade de ter bebês saudáveis. Se você está comendo alimentos saudáveis e está engordando, relaxe: é isso que tem de acontecer! Quem era bem magra antes de engravidar tem mais "tolerância" para engordar.





Se você já estava acima do peso antes de engravidar, pode melhorar a qualidade da sua alimentação, eliminando guloseimas e comidas gordurosas demais e começando a fazer atividade física (sempre consultando o médico antes).

Para quem estava acima do peso, pesquisas já mostraram que não há problema em não engordar nada durante a gravidez, ou até emagrecer, pois as reservas de gordura acumuladas no seu corpo vão suprir as necessidades calóricas do bebê.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Situação da alimentação na terceira idade



Durante a terceira idade, algumas necessidades nutricionais encontram-se aumentadas, ao mesmo tempo em que há maior dificuldade em manter uma alimentação completa e balanceada, devido á alguns agravos dessa fase, assim como dificuldade de acesso, preparo e até consumo de alimentos.
Uma vez que essa população vem aumentando nos últimos anos, os estudos relacionados ao consumo alimentar e estado de saúde entre os idosos, têm sido objeto de diversas pesquisas, com o objetivo de melhorar a saúde e qualidade de vida dessa população.
Estudo recente visou estimar os fatores socioeconômicos e sociodemográficos associados ao consumo diário de cinco porções de frutas e hortaliças por idosos de baixa renda residentes na cidade de São Paulo. Os resultados indicaram que esse consumo mostrou-se insuficiente em relação ás recomendações da Organização Mundial da Saúde, estando relacionada a condições socioeconômicas desfavoráveis.
Outro estudo visou estimar as prevalências de comportamentos prejudiciais à saúde e de outros fatores de risco cardiovascular entre idosos, levando em conta a hipertensão. Os resultados sugerem que, exceto tabagismo, os comportamentos prejudiciais à saúde entre idosos persistem após o diagnóstico da hipertensão arterial.
De acordo com os dados dos estudos, a população idosa necessita de cuidados especiais em relação á alimentação e qualidade de vida, sendo de grande importância, além da atenção das famílias, medidas governamentais em relação ao acesso a alimentação saudável e saúde, fornecendo condições de vida adequada á terceira idade.
Fonte:
Durante a terceira idade, algumas necessidades nutricionais encontram-se aumentadas, ao mesmo tempo em que há maior dificuldade em manter uma alimentação completa e balanceada, devido á alguns agravos dessa fase, assim como dificuldade de acesso, preparo e até consumo de alimentos.
Uma vez que essa população vem aumentando nos últimos anos, os estudos relacionados ao consumo alimentar e estado de saúde entre os idosos, têm sido objeto de diversas pesquisas, com o objetivo de melhorar a saúde e qualidade de vida dessa população.
Estudo recente visou estimar os fatores socioeconômicos e sociodemográficos associados ao consumo diário de cinco porções de frutas e hortaliças por idosos de baixa renda residentes na cidade de São Paulo. Os resultados indicaram que esse consumo mostrou-se insuficiente em relação ás recomendações da Organização Mundial da Saúde, estando relacionada a condições socioeconômicas desfavoráveis.
Outro estudo visou estimar as prevalências de comportamentos prejudiciais à saúde e de outros fatores de risco cardiovascular entre idosos, levando em conta a hipertensão. Os resultados sugerem que, exceto tabagismo, os comportamentos prejudiciais à saúde entre idosos persistem após o diagnóstico da hipertensão arterial.
De acordo com os dados dos estudos, a população idosa necessita de cuidados especiais em relação á alimentação e qualidade de vida, sendo de grande importância, além da atenção das famílias, medidas governamentais em relação ao acesso a alimentação saudável e saúde, fornecendo condições de vida adequada á terceira idade.

Alergias alimentares


A prevalência das doenças alérgicas vem aumentando nas últimas décadas em todo o mundo, sendo que as alergias alimentares merecem destaque, uma vez que geralmente começam na infância e surgem habitualmente quando na família existem casos de doenças atópicas. O diagnóstico é fundamental para fornecer alimentação adequada e garantir a saúde.
De acordo com estudo recente, no qual foi realizada revisão bibliográfica, a prevenção primária em lactentes considerados de alto risco para atopias, com base na alimentação no primeiro ano de vida, pode constituir uma importante forma de atuação na tentativa se minimizar as manifestações da doença. De acordo com o estudo, possíveis estratégias na prevenção primária de doenças alérgicas, no que concerne à alimentação do primeiro ano de vida, se baseiam no aleitamento materno exclusivo por seis meses, a utilização de fórmulas hidrolisadas como complemento ou substituição do leite materno e a introdução de alimentos sólidos após o 4° mês de vida.
Outra pesquisa fundamenta-se no fato de que a prevenção das doenças alérgicas depende da identificação precoce de marcadores clínicos anteriores tais distúrbios. De acordo com a pesquisa, as crianças com a sensibilização precoce de alimentos e / ou dermatite atópica seria um bom alvo para futuros estudos de intervenção.
De acordo com os dados dos estudos, destaca-se o fato de que a detecção precoce de alergia alimentar é de grande importância para a intervenção e garantia de qualidade de vida para as crianças, sendo uma área de pesquisa em intenso desenvolvimento e de grande importância para a saúde.
Fontes:
 
A prevalência das doenças alérgicas vem aumentando nas últimas décadas em todo o mundo, sendo que as alergias alimentares merecem destaque, uma vez que geralmente começam na infância e surgem habitualmente quando na família existem casos de doenças atópicas. 
 
O diagnóstico é fundamental para fornecer alimentação adequada e garantir a saúde.
 
 
De acordo com estudo recente, no qual foi realizada revisão bibliográfica, a prevenção primária em lactentes considerados de alto risco para atopias, com base na alimentação no primeiro ano de vida, pode constituir uma importante forma de atuação na tentativa se minimizar as manifestações da doença. De acordo com o estudo, possíveis estratégias na prevenção primária de doenças alérgicas, no que concerne à alimentação do primeiro ano de vida, se baseiam no aleitamento materno exclusivo por seis meses, a utilização de fórmulas hidrolisadas como complemento ou substituição do leite materno e a introdução de alimentos sólidos após o 4° mês de vida.
Outra pesquisa fundamenta-se no fato de que a prevenção das doenças alérgicas depende da identificação precoce de marcadores clínicos anteriores tais distúrbios. De acordo com a pesquisa, as crianças com a sensibilização precoce de alimentos e / ou dermatite atópica seria um bom alvo para futuros estudos de intervenção.
De acordo com os dados dos estudos, destaca-se o fato de que a detecção precoce de alergia alimentar é de grande importância para a intervenção e garantia de qualidade de vida para as crianças, sendo uma área de pesquisa em intenso desenvolvimento e de grande importância para a saúde.
 
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

10 passos para a alimentação de crianças menores de 2 anos


Passo 1 - Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.



Passo 2 - A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.




Passo 3 - A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.


Passo 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários,
respeitando-se sempre a vontade da criança.


Passo 5 - A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de
colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente,
aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.


Passo 6 - Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é
uma alimentação colorida.


Passo 7 - Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.


Passo 8 - Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e
outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.


Passo 9 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o
armazenamento e a conservação adequados.


Passo 10 - Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua
alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.



Dicas importantes para o momento da Amamentação


Além de tudo o que já falamos todos estes dias, seguem mais algumas dicas:
Quando a mãe começa a amamentar, o primeiro leite que sai é o colostro que é rico em anticorpos (soldadinhos de defesa) que vão proteger a criança contra doenças. A criança adquire seu sistema imunológico através da mãe, pelo leite materno (e só pelo leite materno). Está aí uma de suas importâncias.

Antes de passar o bebê para outra mama, faça com que ele esvazie primeiro a que está mamando. Assim ele mama o leite do final que é o leite rico em gordura e que faz com que ele ganhe peso e cresça de forma adequada.
Até o 6º mês de vida o bebê deve receber apenas leite materno, sob livre demanda (sempre que a criança quiser), sem água, chá e sem sucos. A partir do 6º mês deve ser introduzida a alimentação complementar (sob orientação de um nutricionista). No início da alimentação complementar a amamentação continua sob livre demanda, depois, vai sendo reduzida até chegar a 2 mamadas ao dia (café da manhã ou antes de sair para trabalhar e lanche da noite ou quando volta do trabalho), assim fica mais fácil para a mamãe!
Mães que voltam a trabalhar no 4º mês do bebê podem manter a amamentação, amamentando o bebê antes de sair para trabalhar e quando volta do trabalho e deixando leite para que alguém dê no copinho para a criança. A mãe deve começar a praticar a ordenha do leite (manualmente para não machucar a mama) e congelar o leite para usar no futuro, iniciando o estoque de leite 15 dias antes do retorno ao trabalho.


É importante lembrar que a amamentação deve ser continuada até 2 anos ou mais para garantir a saúde do bebê por toda a vida!

Como fazer a massagem e a ordenha?



• Dispor de vasilhame de vidro esterilizado para receber o leite, preferencialmente vidros de boca larga com tampas plásticas que possam ser submetidos à fervura durante mais ou menos 20 minutos. Procurar um local limpo (não retirar em banheiros, locais com muita poeira e presença de animais) e tranqüilo para retirar o leite;
• Prender os cabelos;
• Usar máscara ou uma fralda limpa no rosto ou evitar falar, espirrar ou tossir enquanto estiver ordenhando o leite;
• Ter à mão pano úmido limpo e lenços de papel para limpeza das mãos;
• Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços. Não há necessidade de lavar os seios freqüentemente;
• Secar as mãos e antebraços com toalha limpa ou de papel;
• Posicionar o recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) próximo ao seio;
• Massagear delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção à aréola;
• Procurar estar relaxada, sentada ou em pé, em posição confortável. Pensar no bebê pode auxiliar na ejeção do leite;
• Curvar o tórax sobre o abdômen, para facilitar a saída do leite e aumentar o fluxo;
• Com os dedos da mão em forma de “C”, colocar o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola-mama, em oposição ao polegar, sustentando o seio com os outros dedos;
• Usar preferencialmente a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita, ou usar as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama – técnica bimanual);
• Pressionar suavemente o polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção à parede torácica. Evitar pressionar demais, pois pode bloquear os ductos lactíferos;
• Pressionar e soltar, pressionar e soltar. A manobra não deve doer se a técnica estiver correta. A princípio o leite pode não fluir, mas depois de pressionar algumas vezes o leite começará a pingar. Poderá fluir em jorros se o reflexo de ocitocina (hormônio responsável pela liberação do leite) for ativo;
• Desprezar os primeiros jatos, assim, melhora a qualidade do leite pela redução dos contaminantes microbianos;
• Mudar a posição dos dedos ao redor da aréola para esvaziar todas as áreas;
• Alternar a mama quando o fluxo de leite diminuir, repetindo a massagem e o ciclo várias vezes. Lembrar que ordenhar leite de peito adequadamente leva mais ou menos 20 a 30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias, quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida;
• Podem ser ordenhados os dois seios simultaneamente em um único vasilhame de boca larga ou em dois vasilhames separados, colocados um embaixo de cada mama.


O leite ordenhado deve ser oferecido à criança de preferência utilizando-se copo, xícara ou colher. Para isso, é necessário que o profissional de saúde demonstre como oferecer o leite à criança. A técnica recomendada é a seguinte:


• Acomodar o bebê desperto e tranqüilo no colo, na posição sentada ou semi-sentada, sendo que a cabeça forme um ângulo de 90º com o pescoço;
• Encostar a borda do copo no lábio inferior do bebê e deixar o leite materno tocar o lábio. O bebê fará movimentos de lambida do leite, seguidos de deglutição;
• Não despejar o leite na boca do bebê.


Use esta técnica para retirar o excesso de leite para doação. Guarde no congelador ou freezer por até 15 dias (anote no vidro o dia em que iniciou a coleta) e antes de completar este período ligue para o Banco de leite do hospital mais próximo para que ele possa buscar. O ideal é antes de iniciar a coleta ligar no Banco de leite para receber algumas orientações.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alimentação na 3ª Idade

Com os avanços da tecnologia e da medicina, a expectativa de vida do Homem aumenta a cada estudo realizado. No Brasil, considera-se uma pessoa idosa a partir de 60 anos (terceira idade), segundo a Organização das Nações Unidas (ONU,1985).
                                            
A alimentação adequada contribui para o controle e prevenção de várias doenças crônicas, comumente presentes na terceira idade.
As bases para uma alimentação adequada são as mesmas, porém cada fase da vida merece cuidados especiais. A alimentação na terceira idade não é diferente da alimentação do adulto, mas deve ser direcionada em função de alterações que ocorrem no organismo.
Alguns fatores podem contribuir para uma alimentação inadequa-da no idoso:
• Sensoriais: diminuição do olfato e paladar, levando à inapetência e possível desnutrição.

•  Odontológicos: falta de dentes; dentaduras mal adaptadas; levando à diminuição da ingestão de carnes, hortaliças e frutas.

• Deglutição: diminuição da salivação, dificultando a deglutição; doenças do esôfago e da garganta; podem levar à monotonia do cardápio e inapetência.

•  Psicológicos: depressão, solidão, apatia, tristeza, podendo levar à inapetência.

• Sociais: baixo poder econômico; dependência de outra pessoa para o preparo da alimentação ou dando preferência para alimentos de fácil preparo, porém ricos em carboidrato e gordura, e pobres em fibras, vitaminas e minerais.

• Doenças: diabetes, hipertensão, hepatopatias, pulmonares, neurológicas, cardíacas, gastrointestinais (dificultando a digestão e absorção); uso prolongado de medicamentos.

• Atividade física: geralmente diminuída, favorecendo ganho de peso e obstipação intestinal.

Dicas para o planejamento da alimentação do idoso:
 
•
Fornecer calorias suficientes para evitar a obesidade ou desnutrição, principalmente através dos carboidratos. Fontes: arroz, batata, mandioca, farinhas em geral, pães, bolachas, massas, etc.

• Não fornecer muito açúcar ou doces, para evitar o excesso de peso. Dar preferência a frutas como sobremesa.

• Fornecer alimentos ricos em proteína, para preservar a musculatura, sistema imunológico, cicatrização de escaras. Fontes: leite, carnes, ovos, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja, observando se há formação de gases).

• Evitar gorduras saturadas, que podem aumentar o colesterol sanguíneo e causar problemas circulatórios como derrame cerebral e infarto do miocárdio. Dar preferência para azeite de oliva, óleo de milho, canola, girassol.

• Fornecer hortaliças e frutas, de preferência picadas e cruas, ligeiramente cozidas em pouca água ou feitas no vapor, a fim de preservar vitaminas, minerais e fibras.

• Oferecer alimentos ricos em ferro, tais como carnes em geral (bovina, aves, peixes, fígado e miúdos), leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja, grão de bico), verduras de cor verde escuro (espinafre, couve, etc). O ferro é melhor absorvido na presença de alimentos ricos em vitamina C, como laranja, tangerina, morango, maracujá, acerola, kiwi, goiaba, limão, caju, etc.

• Fornecer leite e derivados, 3 porções ao dia, para suprir as necessidades de cálcio e vitamina D,sendo que esta última pode ser obtida pela exposição diária ao sol fraco. Se houver intolerância ao leite na forma líquida, oferecer iogurte, leite fermentado ou queijo fresco.

Dicas para o planejamento da alimentação do idoso:

• Na presença de diarréia, trocar o leite de vaca por leite de soja ou suco de soja. Evitar alimentos ricos em fibras e oferecer polpa de maçã, banana maçã, bastante água, água de coco ou sucos bem diluídos.

• No caso de obstipação intestinal, oferecer alimentos ricos em fibras, que facilitem o funcionamento intestinal, como verduras cruas (alface, almeirão, agrião, etc), frutas cruas como laranja (com bagaço), mamão, frutas secas (ameixa, uva passa, etc), legumes como abobrinha, quiabo, abóbora, etc, alimentos integrais como pão integral, arroz integral, aveia, além de farelo e germe de trigo, que podem ser adicionados a frutas, leite, sucos.

• Oferecer 6 a 8 copos de líquidos durante os intervalos das refeições, como água, chá, sucos, para evitar a desidratação e melhorar o hábito intestinal.

• Fracionar a alimentação em 5 a 6 pequenas refeições ao dia, facilitando a digestão e aproveitamento dos nutrientes.

• Oferecer a alimentação com o idoso sempre sentado ou levemente reclinado, para evitar refluxo para o esôfago e aspiração para o pulmão.

• No caso de falta de dentes ou próteses mal adaptadas, oferecer preparações de consistência macia, como sopas cremosas, purês, carnes moídas ou desfiadas, arroz mais amolecido, frutas amassadas ou na forma de papas, vitaminas, mingaus.

• Acentuar o sabor dos alimentos com ervas e condimentos, uma vez que o paladar e o olfato podem estar diminuídos. Evite o excesso de sal e temperos prontos.

• Fazer o idoso participar das refeições juntamente com a família.

• Levar em consideração as restrições dietéticas orientadas devido a doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, hepáticos, gastrointestinais, etc.

Alimentação na Adolescencia

A adolescência é uma fase da vida que vai aproximadamente dos 10 aos 19 anos; ocorrem intensas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais neste período.



A alimentação é um aspecto tão importante na adolescência quanto na infância, pois deverá contribuir para criar e manter bons hábitos alimentares para toda a vida, além de satisfazer as necessidades nutricionais, propiciando peso e desenvolvimento adequados de massa óssea e muscular, intensos nesse período.

Dentre todas as mudanças que ocorrem ou podem ocorrer neste período está a mudança nos hábitos alimentares, que podem ter influências emocionais, sociais, econômicas, etc. O adolescente pode mudar seus hábitos alimentares devido à influência dos amigos, para contrariar os pais, pelo aumento do poder de compra, pela influência da mídia, etc.
Essa mudança nos hábitos alimentares, trocando alimentos mais saudáveis por outros menos saudáveis, pode repercutir na saúde do adolescente, seja de imediato, seja na idade adulta, e essa escolha inadequada por alimentos de maior valor calórico e menos nutritivos pode permanecer pela vida toda.

Para os adolescentes que costumam realizar diversas atividades ao longo do dia, é comum deixar de fazer certas refeições ou substituí-las por alimentos inadequados; há o consumo excessivo de lanches (ricos em gorduras, sal, colesterol), alimentos industrializados, refrescos, entre outros, o que contribui para a formação de maus hábitos alimentares. Também devido a esses maus hábitos e à falta de atividade física, cada vez mais os adolescentes têm apresentado problemas como excesso de peso e obesidade.

Um comportamento preocupante é a “mania” de fazer “regimes” de restrição alimentar, existente especialmente entre as adolescentes do sexo feminino.

Isso pode acarretar carências nutricionais, pois há uma tendência a realizar o “controle alimentar” sem a orientação de um profissional. Nutrientes importantes acabam sendo consumidos abaixo das necessidades, entre eles o ferro, cálcio, vitaminas, e até o consumo energético pode ficar comprometido, prejudicando o desenvolvimento.
Além disso, essas “manias” de “regimes” de restrição alimentar podem ser o início de problemas mais graves, devidos à baixa auto-aceitação do adolescente, como anorexia e bulimia nervosa.
Algumas dicas para hábitos alimentares saudáveis:
• Realizar de cinco a seis refeições diárias, sendo três refeições principais e   dois a três lanches, evitando ficar longos períodos sem se alimentar;
• Variar a dieta (consulte a Pirâmide Alimentar dos Adolescentes);
• Ingerir bastante líquido;
• Evitar comer em frente à TV, pois isso abre caminho para excessos;
• Evitar "pular" refeições, pois isso faz com a fome seja ainda maior na   próxima refeição, propiciando excessos;
• Escolher embalagens individuais, em vez de embalagens "tamanho-família";   por exemplo, preferir os chocolates embalados individualmente, no lugar de   barras inteiras.
• Quando os lanches substituem as principais refeições, é importante  assegurar que eles sejam nutritivos e contribuam para uma dieta equilibrada.
• Praticar exercícios físicos regularmente;
• Caso haja necessidade de redução de peso, procurar sempre a orientação   de um profissional da área.

Alimentação do Pré-escolar e Escolar

• Pré-escolar: criança de 2 a 6 anos de idade.
• Escolar: criança de 7 a 10 anos (início da adolescência).



Pré-escolares
Nessa fase a criança começa a interessar-se mais pelo ambiente que a cerca. O alimento passa então a ter importância secundária, o que aumenta a ansiedade dos pais com relação à alimentação.
É importante deixar a criança explorar o ambiente e intercalar a alimentação entre uma e outra atividade, acompanhando sempre o desenvolvimento da criança, para garantir que não está havendo nenhum prejuízo. É preciso ter tranqüilidade e dar exemplos de bons hábitos alimentares.

Características nutricionais do pré-escolar:
• O sistema digestório é comparável a do adulto, mas o volume gástrico é   pequeno;
• O apetite é inconstante, podendo apresentar muita vezes inapetência;
• A criança consegue regular muito melhor a ingestão de alimentos pela    sensação de saciedade, então, irá ingerir apenas o que for suficiente .
• A alimentação fica em segundo plano; o alimento é classificado pela cor,    forma e quantidade, e por ‘gosto’ e ‘não gosto’.

Causas de inapetência no pré-escolar:
•
Maior interesse pelo ambiente;
• Ansiedade dos pais;
• Substituição da alimentação sólida por outras de maior aceitação;
• Horários muito rígidos de alimentação.


Recomendações para a alimentação do pré-escolar:


• Oferecer sempre novos alimentos e voltar a oferecer outros anteriormente    rejeitados;
• Dar um intervalo de 2 a 3 horas entre a ingestão de qualquer alimento e o    horário das principais refeições;
• Oferecer pequenas quantidades de alimentos nas refeições;
• Fracionar a dieta em pelo menos 6 refeições ao dia;
• Não substituir uma refeição por leite;
• Manter a presença de verduras e frutas nas refeições;
• Respeitar as sobras de alimentos no prato;
• Não utilizar guloseimas como recompensa.

Escolares

Essa fase começa aos 7 anos e termina com o início da adolescência. É quando a criança muda o relacionamento com o alimento, que passa a ter mais importância. O ambiente não tem tantas novidades e ela já convive mais com outras crianças.

Características nutricionais do escolar:

• Aumento do apetite e diminuição da inapetência;

• Maior velocidade de ganho de peso: precede o estirão da puberdade, intenso crescimento que ocorrerá na adolescência;

• Maior tendência ao sobrepeso;

• Aumento da influência externa na seleção de alimentos: as refeições adquirem significado social;

• Grande influência do meio: papel da escola na formação de hábitos alimentares.



É importante observar que a obesidade pode iniciar nessa faixa etária; um dos motivos é o especial interesse que passam a ter por alguns alimentos muito calóricos (como salgadinhos, fast-food, refrigerantes, doces, etc.) cuja ingestão é de difícil controle. Por outro lado, a prática de atividade física é substituída pelo uso do computador, vídeo-game, televisão, pela falta de espaço e segurança.

Caso a criança apresente excesso de peso, essas preferências alimentares inadequadas devem ser controladas; deve-se lembrar, porém, que ao final dessa faixa etária, é comum o escolar ganhar mais peso, pois está se preparando para o estirão da puberdade.

Recomendações para a alimentação do escolar:

•
Proibir alimentos pode torná-los ainda mais atraentes; o melhor é ensinar quais são os alimentos mais saudáveis e que devem ser consumidos com freqüência, e limitar o consumo de outros menos saudáveis;

• A mãe do escolar deve observar a alimentação do filho, pois há um maior acesso a refrigerantes, frituras e guloseimas, que podem interferir nas refeições principais, nos hábitos alimentares e, quando em excesso, podem levar ao aumento de peso;

• A família deve ajudar a criança a incorporar novos alimentos, normalmente rejeitados, aos seus hábitos alimentares;

• O escolar normalmente não gosta de levar lanche para a escola, preferindo comprar a seu gosto; isso costuma ser mais cômodo para os pais, mas pode levar à criação de hábitos alimentares incorretos. Nesse caso, é importante limitar os dias da semana em que a criança vai comprar o lanche e os dias em que ela o levará de casa.

Alimentação no 1º ano de vida

“A alimentação da criança precisa ser bem planejada para que ela cresça e se desenvolva com saúde”.



Veja como introduzir novos alimentos na vida do bebê, de acordo com cada caso:


• Com o aleitamento materno exclusivo
• Com o aleitamento artificial (leite de vaca integral)
• Com o aleitamento artificial (fórmulas infantis em pó)

A criança pode receber somente o leite materno até os 6 meses de idade.

Não necessita de chás, sucos ou água. O leite materno é suficiente para suas necessidades.

A introdução de outros alimentos na vida da criança deve ser iniciada pelas frutas. O suco deve ser oferecido no intervalo das mamadas da manhã, e na quantidade que o bebê aceitar. Já a papa de fruta deve ser dada à tarde.

O tamanho da porção é o bebê que determina. Comece pela papa de fruta e depois dê a mamada. À medida que o volume de frutas for maior, a criança deixará espontaneamente a mamada.

No 6 e 7º mês , a criança deverá estar recebendo duas papas de fruta e uma salgada. A partir do 8º mês, serão duas papas salgadas e duas de fruta. A partir dos 12 meses, acrescentar mais dois lanches ao dia, com uma fruta e um mingau de prato.

A introdução dos alimentos complementares deve ser feita com colher ou copo no caso da oferta de líquidos e sempre em pequena quantidade na primeira vez (50ml). Mantenha os outros horários que a criança costuma mamar no peito.

Com o aleitamento artificial (leite de vaca integral)


A idade de introdução de outros alimentos começa aos 2 meses, pois o leite de vaca não contém todos os nutrientes que o bebê necessita, sendo preciso complementá-lo.
Para o bebê alimentado com leite de vaca desde os primeiros meses, a introdução de suco de fruta deve ser feita a partir dos 2 meses de vida, para garantir o suprimento de vitamina C.
Pela manhã ofereça o suco de laranja, até 50ml na primeira vez, e depois na quantidade que o bebê aceitar. Vá aumentando aos poucos.
A papa de frutas e a papa salgada devem ser oferecidas a partir dos 4 meses de idade. Caso seja orientado, oferecer o leite de vaca com engrossante. Acima do 8º mês oferecer duas papas salgadas e duas papas de frutas ao dia.



Com o aleitamento artificial  (fórmulas infantis em pó: Nan 1, Aptamil 1, Nestogeno 1, Bebelac 1, etc)

A introdução de outros alimentos é igual ao esquema do aleitamento materno exclusivo. Isso porque as fórmulas infantis são enriquecidas para fornecer ao bebê o que ele necessita.

A criança deve continuar a receber o leite materno, sempre que possível, até os 2 anos de idade. O aleitamento materno deve servir como complemento das outras refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar).

Alimentos que não devem ser oferecidos à criança no primeiro ano de vida:

• mel; devido à contaminação com o agente do botulismo (Clostridium   botulinum);
• refrigerantes e sucos artificiais;
• produtos com corantes artificiais;
• embutidos e enlatados;
• doces industrializados;
• café, chá preto e mate, por reduzirem a absorção do ferro;
• frituras.



Outros cuidados:


• Utilizar sempre água filtrada e fervida.
• Não oferecer a criança sobra de alimentos da refeição anterior.
• Manter sempre os alimentos cobertos e em boas condições de higiene.

Alimentação na Gestação



A gravidez é um período no qual a mulher deve cuidar bem da alimentação
, dada a importância para o bom desenvolvimento do feto e para a prevenção de complicações durante a gravidez e o parto. Não se deve apenas aumentar a quantidade dos alimentos, mas observar a sua qualidade, pois eles devem conter proteínas, vitaminas e minerais, e não apenas calorias extras para a mãe. Portanto, não vale o ditado de que: "a gestante deve comer em quantidade dobrada".


Durante a gravidez não é o momento de fazer regime, pois pode prejudicar o crescimento e a saúde do feto, mas de acompanhar o ganho de peso recomendado que varia de acordo com a avaliação do estado nutricional pré-gestacional.

Essa avaliação é realizada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC) -peso pré-gestacional em kilogramas dividido pela estatura em metros ao quadrado (IMC= Peso/estatura2), de acordo com a tabela 1.

Tabela 1. Classificação da gestante segundo do estado nutricional                      pré-gestacional e ganho de peso recomendo.


Classificação
IMC
Ganho de peso no 1º trimestre (kg)
Ganho de peso total
recomendado (kg)
< 19,8 - baixo peso
2,3
12,5 – 18
19,8 a 26 - normal
1,6
11,5 – 16
26 a 29 - sobrepeso
0,9
7,0 – 11,5
> 29 - obesidade
---
0,6
Fonte: Institute of Medicine (1990)





 Algumas substâncias presentes em alimentos funcionais e suas propriedades


Substâncias
Propriedades
Fontes
Terpenos Antioxidantes - reduzem riscos de câncer de mama, pulmão, cólon, estômago, próstata, pâncreas, fígado e pele, entre outros. Vegetais e frutas,
produtos de soja
e outros grãos.
Fenóis Antioxidantes e antiinflamatórias - evitam a aglomeração das células sanguíneas responsáveis pela coagulação e a ação de radicais livres no organismo, protegendo-o inclusive contra os processos carcinogênicos.
Os principais componentes desse grupo são os flavonóides; mais especificamente os isoflavonóides,que atuam como hormônios esteróides e vêm sendo utilizados na terapia
de reposição hormonal em mulheres na menopausa.
Vegetais de cores roxa, azul ou violeta (uva, cereja, berinjela);chás verdes, leguminosas como a soja (isoflavonóides).
Tocoferóis
e tocotrienóis (Vitamina E)
Efeito inibitório dos processos oxidativos de gorduras - os tocotrienóis demonstraram capacidade de inibição do crescimento de células cancerígenas. Sementes de oleaginosas, folhas e outras partes verdes das plantas.
Fibras (oligossa-carídeos) Regulação do processo digestivo, redução do LDL colesterol e redução da incidência de câncer colo-retal, impedindo a metástase. Maioria dos grãos (arroz, soja, trigo, aveia)
Ômega -
3 (DHA e
EPA)
Reduzem os níveis de colesterol e triglicerídios no sangue, a agregação das células sanguíneas responsáveis pela coagulação, a pressão sangüínea, a viscosidade do sangue e as arritmias cardíacas. Em doses adequadas, aumenta o funcionamento cardíaco. Também reduz os níveis de colesterol e de triglicerídios no sangue e possui efeito antiinflamatório. O ômega 3 possui atividade oxidante, sendo recomendado consumi-lo associado a antioxidantes, como a vitamina E. Peixes de águas frias (atum, salmão, arenque, sardinha, bacalhau). Também estão presentes no óleo de canola e, em menores concentrações, no óleo de soja e em castanhas. Existem produtos enriquecidos com os ácidos graxos ômega 3, como leite longa vida, leite em pó e ovos.
         Fonte: ABRAN – Alimentos Funcionais.


Alguns alimentos com propriedades funcionais:
 
Alimentos
Componentes
Propriedades funcionais
Linhaça ß-caroteno, vitamina E, ácidos graxos linoléico, oléico, palmítico e esteárico. Regularização do funcionamento do
intestino, formação do tecido nervoso,regulação da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Auxilia na coagulação sanguínea, no metabolismo das gorduras, além de ativar o sistema imunológico do organismo e reduzir a taxa de LDL-colesterol do sangue. A linhaça fortalece unhas, dentes e ossos e torna a pele mais saudável. Possui ação antioxidante e efeito terapêutico em distúrbios do sistema urinário, da próstata e em desordens menstruais. Também é utilizada para o tratamento de infecções.
Soja Vitamina B, ácido fólico, iodo, magnésio, potássio, fósforo e isoflavonóides, em especial as isoflavonas. Redução do risco de câncer, osteoporose, atenuação dos sintomas da menopausa e doenças cardiovasculares, pela diminuição dos níveis de LDL-colesterol e triglicerídeos e aumento dos níveis de HDL-colesterol.
Tomete Licopeno – substância que confere cor vermelha. Redução da incidência de câncer da próstata e da mama, devido à sua ação antioxidante. Reduz também o risco de doenças cardiovasculares, pela redução do potencial de oxidação do LDL-colesterol.
Alho Alicina – uma das substâncias responsáveis pelo sabor e o cheiro do alho. Favorece a absorção e a fixação das vitaminas do complexo B. Reduz a incidência de tumores no estômago e no intestino, atua na prevenção de doenças cardiovasculares, reduzindo a taxa de LDL-colesterol do sangue e possui ação reguladora da pressão arterial.
Lichia Levedura Saccharomyces boulardiié – encontrada sobre os frutos de lichia. A levedura Saccharomyces boulardiié
é um probiótico, amplamente utilizada
para o tratamento de vários tipos de diarréia.
Maçã Guercitina – substância com alto poder antioxidante.
Reduz o risco de doenças cardiovasculares,
retarda o envelhecimento, previne
câncer de fígado, próstata, aparelho digestivo, pulmão e mama, fortalece funções pulmonares, reduz a taxa de colesterol do sangue, diminui a taxa de bactérias na boca evitando cáries.
Abacate Vitamina C, fibras, esteróis, alcoóis, tocoferóis, carotenos e ácidos graxos monoinsaturados, principalmente o ácido oléico. Reduz o colesterol total, o LDL e os triglicerídeos; aumenta o HDL. Auxilia no tratamento de doenças crônicas, especialmente nas cardiopatias, dislipidemias e diabetes, pois o consumo de abacate influencia também na glicemia.
Brócolis Vitaminas A e C, ferro, cálcio e fibras. Antiinflamatório, antibiótico, anticoagulante e analgésico. Além disso, combate viroses, protege o fígado, reduz o colesterol, combate a dor muscular; diminui a pressão arterial, e previne processos carcinogênicos.

Frutas cítricas (Limão, laranja,
caju, acerola, morango, etc.)
Vitamina C Fortalece os capilares e exerce uma ação antioxidante sobre a pele, evitando o aumento de radicais livres que favorecem o envelhecimento. Também auxilia na formação do colágeno e favorece o clareamento de manchas. Além de ajudar a pele, esta vitamina fortalece o sistema imunológico.
Uvas
e vinhos
Cromo, silício, sódio, potássio e em especial o resveratrol. O resveratrol é a substância responsável
pela redução da viscosidade do sangue;
além de impedir a aterosclerose, apresenta um potente papel antioxidante, prevenindo fenômenos aterogênicos e trombogênicos; tem também uma excelente ação antiinflamatória e anticancerígena.